quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

O "Grande Convencedor" e o caminho mais fácil: você não precisa deles



Durante o ano, respondi a várias perguntas enviadas por vocês, leitores desta coluna. Infelizmente, seria impossível responder a todas, de mudanças de carreira a questões familiares, minha caixa de e-mail virou um retrato do que aflige profissionais e estudantes de todo o Brasil, e sou muito grato por isso. Aprendi muito, e prometo ao longo do tempo ir dividindo com vocês essa experiência genial. Hoje quero falar do "Grande Convencedor".
Quem é o Grande Convencedor? O pessoal de ciências humanas tem uma dezena de nomes técnicos, mas eu prefiro imaginar como um daqueles caras chatos que vivem com um megafone na boca protestando em algum lugar. E o que esse grande convencedor faz? Ele grita no seu ouvido, te convencendo a sempre fazer a coisa "certa". É a voz de nossa mãe dizendo que acabar um relacionamento ruim não é um bom negócio porque divórcios são horríveis, é o chefe dizendo que você não é bom o suficiente, é o professor que tirou sarro de uma resposta diferente, é o amigo que diz que é loucura largar um bom emprego porque você está infeliz.
Nada contra mães, amigos e professores, todos têm seu papel no mundo. O problema é que, por mais que saibamos disso e tentemos fazer o que parece certo para nós, o grande convencedor entende o recado, e fica gritando no nosso ouvido a todo momento.
Acontece que em muitas das perguntas que recebo, a pessoa que envia o e-mail já sabe a resposta: devo largar um emprego que não gosto? Devo trocar de carreira para uma opção que me realize? Devo deixar de ser filho de meu pai na empresa familiar e andar com meus próprios pés? Devo seguir meus sonhos e abrir uma empresa? A resposta para essas, e diversas outras, que recebo é sempre um grande sim.
Quando recebo esse tipo de pergunta, vejo que a pessoa não precisa de uma resposta, ela preciso calar o grande convencedor. É ele que diz que as coisas vão dar errado. Ele que diz que você deve seguir uma carreira como todas as outras, deve continuar um relacionamento como todo mundo faz. É ele que escolhe os amigos certos, a carreira certa, o modo certo de viver a sua vida. Só que a vida é sua.
Não há nada de errado em ser normal, e a maioria de nós é muito feliz sendo normal na maior parte de coisas em nossas vidas. O problema é quando falta aquele algo. Você sabe o que incomoda, sabe o que deveria mudar, pensa no assunto, e o grande convencedor te convence a deixar as coisas como estão. E então muita gente pira. Entra na crise dos 30, 40, 50.
A verdade é que comportamentos e esforços normais levam a resultados normais. Resultados diferentes pedem comportamentos diferentes. Resultados extraordinários pedem ações extraordinárias. O grande convencedor odeia o extraordinário. Eu odeio o grande convencedor. E você?

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

FUNAI joga índios contra “brancos” e coloca o Araguaia na mira das ONGs



FUNAI joga índios contra “brancos” e coloca o Araguaia na mira das ONGs

Você já imaginou uma guerra entre “brancos” e índios? Não? Pois é hora de começar a pensar seriamente no assunto, ainda mais se você mora na região Nordeste do Estado de Mato Grosso que compreende todo o Vale do Araguaia, principalmente no Norte Araguaia, e na região Norte do Estado nas cidades que fazem limite com o Parque Nacional do Xingu.

Na calada da Noite, debaixo dos nossos narizes ONGs Internacionais com interesses dúbios, a Fundação Nacional do Índio (FUNAI), Pastoral da Terra e Igreja Católica com o apoio do Emérito Bispo Espanhol Dom Pedro Casadáliga, influenciam indígenas e em carros da própria FUNAI varrem essas regiões em busca de vestígios e indícios (até criam esses vestígios) de aldeias indígenas remotas que existiam na região outrora.

A idéia é criar uma confederação indígena multiétnica, isto é, criar um verdadeiro país para os índios, um acordo assinado pelos países das Organizações das Nações Unidas (ONU) em Genebra (Suíça) em 2006 que rege sobre os direitos dos povos indígenas concede aos índios amplos poderes de autonomia sobre as terras dando-lhes prerrogativas de Estado, a Declaração teve voto favorável do Brasil pelo então presidente da república Luiz Inácio Lula da Silva, venerado pelos indígenas como o melhor presidente da história do país.

Com as novas demarcações que estão para acontecerem principalmente no Norte Araguaia, os índios que hoje já possuem uma área estimada em 5.280.845 hectares de reserva indígena que totaliza 24 reservas nessa pequena porção do Estado de Mato Grosso, que se dividida entre os 16.543 indivíduos que moram na área daria 319,6 hectares (muito mais que a maioria dos trabalhadores da agricultura familiar possui hoje no Brasil).

Estudos do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) e da Companhia Mato-grossense de Mineração (METAMAT) revela uma região com o subsolo rico em metais preciosos, em Nova Xavantina a presença de Ouro e Calcário; de jaspelito em Cocalinho (onde já é tradicional a moagem de calcário); de rochas ornamentais em Confresa; de rochas ornamentais e ametistas em Vila Rica; de caulim em Santa Cruz do Xingu; de ouro, chumbo, galena, cobre e pedras coradas em Peixoto de Azevedo, Matupá e Guarantã do Norte; de ouro e granito em Marcelândia; de diamante, argila para artesanato e maior fonte de águas termais do Brasil em General Carneiro; de águas termais, rochas ornamentais e diamante em Barra do Garças e Pontal do Araguaia e de diamante em Campinápolis.

Além da riqueza presente no Subsolo a região é rica no ecoturismo, pois banhada por dois importantes rios que são o Rio Araguaia e Rio Xingu e seus afluentes e tem a mística Serra do Roncador que inspirou os filmes de Indiana Jones em Hollywood, a riqueza é imensurável e com o apoio de artistas como Gisele Bündchen, o musico e ator inglês, Sting e vários artistas globais que fazem parte de ONGs internacionais a FUNAI na calada da noite coloca o plano em ação criar uma “Grande Nação Xavante”, ou em outras palavras um grande país indígena dentro do Brasil.

Com um subsolo rico, um solo agricultável e uma turismo invejável as ONGs com seus interesses podem muito bem influenciar os índios depois do plano sacramentado a “emprestar” ou “arrendar” sua terras em troca de alguns “trocados”, tudo é possível nessa guerra que está começando na calada da noite, com inimigos que às vezes parecem invisíveis e ameaça a segurança nacional, os ruralistas pedem aos parlamentares a urgência na votação da PEC 215 para barrar a criação desordenada de reservas indígenas e que o assunto teria que passar pela Câmara Federal, mas até então todos estão quietos e calados diante de tudo que vem acontecendo.

Se não paralisar tudo isso o plano de uma Grande Nação Xavante será sacramentado e cidades inteiras serão devastadas e muitos darão o próprio sangue, a exemplo do que vem ocorrendo na área em Conflito da Suiá-Missú com a criação da reserva Marãiwtese. Cidades como Nova Nazará e Santa Cruz do Xingu serão as primeiras a sumirem do mapa com a criação de novas reservas se não houver ação, mobilização e clemência por parte das autoridades federais e olho bem aberto por parte da população. (Com informações da Revista MTaqui, www.mtaquionline.com.br, e o jornalista Eduardo Gomes de Andrade).

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

INCLUSÃO SOCIAL Unemat vai receber 319 computadores nesta sexta-feira para centros de acesso a tecnologia




A Universidade do Estado de Mato Grosso vai receber nesta sexta-feira (07) 319 computadores que compõem 29 Centros de Acesso a Tecnologia e Inclusão Social (Catis) que serão instalados em diversos campi e núcleos pedagógicos. A entrega será feita pelo governador Silval Barbosa e secretária de Ciência e Tecnologia (Secitec), Áurea Regina Ignácio ao reitor Adriano Silva às 9horas no auditório Governador João Ponce de Arruda, no Palácio Paiaguás.
Os Catis foram adquiridos com emendas parlamentares dos deputados federais Eliene Lima, Valtenir Pereira e Pedro Henry, alocados no Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCT&I). Cada Centro de Acesso a Tecnologia e Inclusão Social conta com 10 computadores, 10 estabilizadores, 11 conjuntos de mesa e cadeira, um rack, balcão, servidor, impressora, projetor multimídia, ar-condicionado, quadro branco, modem e nobreak.
Durante a solenidade de entrega além do reitor da Unemat, também estarão presentes o vice-reitor Dionei José da Silva, pró-reitores, coordenadores de campi. Os equipamentos serão instalados nos campi de Alto Araguaia (03), Alta Floresta (01), Barra do Bugres (06), Cáceres (08), Colíder (02), Juara (01), Luciara (01), Pontes e Lacerda (01), Sinop (02) e Tangará da Serra (02), além dos núcleos pedagógicos em Confresa (01) e Vila Rica (01).  
A escolha dos campi e núcleos pedagógicos que receberão os equipamentos ocorreu conforme a apresentação dos projetos encaminhados para análise e possibilitados por meio da Secretaria de Ciência e Tecnologia.
Os Catis vão possibilitar que sejam desenvolvidos projetos sociais que aproximem a universidade e a comunidade externa, atendendo públicos diversos como estudantes de ensino médio, trabalhadores, ribeirinhos. Além disso, os equipamentos também são significar um salto na qualidade das atividades ensino, pesquisa e extensão dentro da Universidade, já que os Catis poderão ser utilizados para essa finalidade nos momentos em que a comunidade externa não estiver ocupando o espaço físico.
Para o funcionamento dos Catis, cabe a Unemat providenciar o local para instalação dos equipamentos, com acesso a internet e pessoas para coordenar e executar os projetos sociais.
Além da Unemat, durante a solenidade também serão entregues equipamentos para a UFMT, Secretaria de Administração do Estado e Secretaria de Segurança Pública.

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Quem disse que é preciso focar nos pontos fracos?



Avaliações fazem parte da vida. Dos boletins da vida acadêmica, testes de desempenho em empresas, feedback de clientes até aquela cara de "não faça isso" que sua mãe fazia quando você era criança. Receber retorno sobre nossas qualificações e atividades é útil, e especialmente importante para aqueles que buscam sempre mudar para melhor.
Nesse artigo, quero chamar a atenção para uma consequência bastante natural e pouco discutida sobre tais avaliações, sejam de pessoas, grupos ou empresas.
Tente lembrar da última vez que você recebeu uma avaliação. Provavelmente você viu ali um punhado de habilidades ou características, com algumas marcadas como acima da média (ou positivas), outras na média, e outras negativas.



Digamos que você foi recebido pela sua chefe e aprendeu que, apesar de sua capacidade analítica e conhecimento técnico terem tirado elogios dela e de seus colegas, foi apontada uma deficiência em suas "habilidades com pessoas". Ao que parece, você não é a alma da festa em uma festa de trabalho.
Qual a conclusão da reunião? "você devia trabalhar um pouco nisso", sua chefe sugere com a maior boa vontade do mundo. Nos próximos dias, você que sempre foi introvertido, se pega tentando acompanhar a vida social de alguns colegas. Fazendo um esforço para ser menos introvertido e melhorar aquela deficiência apontada em você.
O mesmo ocorre em diversas áreas: Se um aluno se destaca em matemática mas fica apenas na média em história, é hora dele se dedicar mais a história. Se você se sai otimamente bem em finanças mas não tem a mínima paciência para estratégia, é hora de abandonar um pouco os números e estudar a matéria em que você é medíocre.
Mas será que realmente, essa é a melhor aplicação do nosso tempo e esforço?
Como seres humanos que somos, nossa tendência sempre é querer consertar o que está ruim. Recebemos um feedback que somos bons em X e ruins em Y, e o que vemos é um grande Y brilhando nos apontando no que somos ruins. Focamos nossos esforços em melhorar aquilo.
Pensando bem, será que não estamos fazendo as coisas ao contrário? Um aluno que apresenta um desempenho altíssimo em matemática realmente deveria estar se preocupando em ser algo além da média em história? Um profissional com grande habilidade técnica deveria se preocupar com sua falta de capacidade de liderança?
O que aconteceria se o aluno que é ótimo em matemática realmente focasse seus esforços ali? O que aconteceria se um profissional realmente bom no que faz resolva deixar a parte mais "humana" do negócio a algum colega que leve mais jeito para a coisa?
Ouso dizer que, no longo prazo, essas pessoas se destacariam. Seriam o tipo de estrelas que toda equipe quer ter à mão quando tem uma dificuldade em sua especialidade.
Quando focamos nossas tentativas de melhora nos pontos fracos, podemos até ter uma melhora, mas essa melhora vem com um preço: Estamos nos tornando mais iguais a média. E nos esforçando para isso.
Quando focamos no que somos realmente bons, no que gostamos de fazer e fazemos com maestria, o esforço vem com a vantagem de nos diferenciar. Além disso, sensação de esforço de realizar algo que realmente se goste é muito menor do que forçar algo diferente. O introvertido pode preferir ler um bom livro a participar do happy hour no escritório.
Note que há situações em que o ponto fraco é tão ruim que chega a ser debilitante. É diferente ser introvertido do que ser grosso e arrogante. A grande questão é que, uma vez que tal barreira fique para trás, por que nos preocupar tanto em melhorar aquilo que não somos bons?
Que tal melhorar ainda mais aqueles pontos em que somos bons? talvez isso te torne melhor ainda. Talvez isso te torne um profissional fantástico, uma estrela em sua área.
Nunca ouvi falar de alguém ser reconhecido por ser o melhor profissional "na média" em sua profissão. Profissionais de alto desempenho se destacam em algo. Mas, quando dizemos que o que está bom já é suficiente e precisamos melhorar o que é ruim, estamos indo cada vez mais em direção à média. Partindo do princípio que nossa capacidade de mudar é limitada (o que é bastante realista), utilizar nossa capacidade de mudar para nos tornar mais próximos da média pode não ser a melhor estratégia.
Quem realmente se destaca é bom em atividades específicas. Pontos fracos sempre vão existir, mas felizmente sempre existem bons profissionais capazes de suprir tais faltas.
Então, da próxima vez que receber uma avaliação, avalie se seus pontos fracos são prejudiciais, mas olhe também seus pontos fortes. Não parta do princípio de que o que já está bom não precisa mudar. Talvez o melhor a fazer seja trabalhar para tornar o bom melhor ainda.